A vida é mais do que isso

paulista-a-noite

Trabalho, casa, faculdade/escola, casa, dormir, acordar cedo sem tempo nem para tomar café da manhã, trabalho, casa, curso de um idioma qualquer, casa, dormir, trabalho, casa, mofar na frente do computador, dormir (?), repete isso 5 vezes na semana, mais algum curso no sábado, cinemabaladanamoroamigosdescansar.rar e repete tudo de novo. Se identificou? Pois é, essa é a minha, a sua e a rotina de mais um zilhão de pessoas. E daqui pra frente só piora. Mas, por que se importar com isso agora?

Ok, vamos do começo. Essa é a primeira vez que tiro férias de 30 dias no trabalho, um mês inteirinho só pra mim <3 Isso significa que posso andar por aí enquanto todo mundo está trabalhando (muahahaha), e foi exatamente isso que fiz hoje: fui para Av. Paulista com uma amiga tomar Starbucks e jogar Magic (duas coisas que amo e que não via/fazia há meses). Lá no Starbucks enquanto a gente jogava um grupo de pessoas sentou perto de nós e começaram a discutir alguns projetos e coisas que parecia ser trabalho. O que me chamou a atenção neles foi o jeito como estavam vestidos: chinelo, shorts, bermuda, regata… combinando perfeitamente com o calor 35º que fez na capital hoje. Aí eu pensei, poxa porque não fazemos exatamente como eles? Qual o problema de trabalhar de, sei lá, chinelo? Eu iria adorar ter os meus pezinhos de fora o dia todo e sei que muuuitos homens que vivem de tênis e sapato social iam desejar o mesmo (quem sabe assim o ar-condicionado não poderia sair da temperatura “era do gelo”).

Reparei também que tinha um bocado de gente lá com seus notebooks/iPads ligados sem medo de serem felizes, pessoas estudando, jogando e por aí vai. Saindo de lá vi barzinhos cheios, pessoas correndo pra pegar o metrô, pessoas com uma pressa que, só por Deus viu. Uma penca de gente vestidas para o clima do momento, alguns de terno e gravata (desses eu senti pena).

Eu precisei de algumas horas no meio de um dia útil de trabalho pra perceber que porra a vida é mais do que trabalho/casa/dormir, tem uma vida no intervalo de cada coisa. Que a vida poderia ser mais “todo mundo de chinelo” e menos “ar-condicionado congelando”, mais “vamos pro bar beber” e menos “preciso dormir mais cedo”, menos “cinemabaladanamoroamigosdescansar.rar” e mais “cinema com o namorado, balada com os amigos, descansar um pouco que faz bem”. 

Acho que nunca vimemos tão mal, acho que nunca reclamamos tanto, acho que nunca dormimos tão mal, acho que nunca trocamos tanto pessoas por internet. Eu acho tanta coisa que daria mais um texto. Enfim, acho que nunca vivemos tão mal e sabe o por quê? Porque ainda não nos demos conta de que a vida é mais do que TUDO isso aí.

p.s: é incrível, hoje somos preguiças ambulantes mas, quando estivermos com os nosso 70 anos vamos reclamar de não ter “complicado menos, trabalhado menos, de não ter visto o sol se pôr”.

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