Metade desse lugar foi embora

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A verdade é que eu nunca gostei de despedidas, nem aquele tchau no portão, não sei se espero o carro virar a esquina ou se entro para dentro de casa logo. Nem pessoalmente, nem pelo telefone, falo tchau umas quinhentas vezes antes de desligar. Acho que tenho bloqueio para essas coisas. Mas, essas situações nem são tão assim, logo no outro dia você vê a pessoa, ou o mais tardar daqui uns meses.

Acontece que, dia desses, tive que lidar com essa coisa toda do modo mais hard possível, uma pessoa bem próxima mudou de estado, lá pro nordeste. O que nos coloca a mais de 2000 km de distância, 3 incansáveis horas de avião (se nada der errado né) e por aí vai. Mas, o mais difícil não são todos esses empecilhos, até por que, nada que uma promoção de passagens aéreas e um final de semana não ajudem a matar a saudade. O difícil mesmo foi dizer tchau. Não era mais aquele tchau no portão de casa, um beijo no rosto e até logo. Era um tchau (com gostinho de adeus) no portão de embarque, com pessoas totalmente estranhas ao seu redor em meios ao caos do aeroporto. Parece que faz tanto tempo e ao mesmo tempo parece que foi hoje de manhã, só me lembro do abraço apertado (aquele que a gente não sabe quem vai soltar primeiro), das lágrimas, do vazio, de descer as escadas rolantes e olha-lo de relance, aqueles olhos marejados. Despedidas não deveriam existir. 

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2 comentários sobre “Metade desse lugar foi embora

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