Não tem mais ninguém aí? 


Não amigo, só tem eu mesmo. Só tem eu para te atender e resolver seu problema, igual meus colegas fariam. Com a mesma qualidade, o mesmo conhecimento, a mesma educação.

Você pode não gostar, você pode achar que eu não seria tão competente quanto eles, você pode até achar que eu não trabalho nesse setor mesmo eu te atendendo outras vezes, você pode fazer essa mesma pergunta outras mil vezes, mesmo assim só vai ter eu mesmo.

Você pode até se perguntar o que essa menina tá fazendo aí? Você pode se perguntar porque contrataram ela, ou se perguntar o que eu ainda estou fazendo nesse emprego, mesmo assim, só vai ter eu para te atender.

Quando eu te falar que nenhum dos meus colegas estão, você não precisa me perguntar se não tem mais ninguém para te atender, eu já entendi que não é comigo que você quer falar.

Mesmo só tendo eu para atender, você pode fazer um grande esforço e fingir que tudo bem ser atendido por mim, que é uma situação normal e você pode até tentar acreditar que eu vou resolver seu problema com eficiência. Mas isso é só para gente evitar uma situação constrangedora mesmo.

Só tem eu para te atender e eu só queria que você soubesse que eu adoraria passar um dia ser presenciar essa desconfiança toda. Eu não queria ser conhecida como uma mulher numa profissão de homem, eu queria ser uma profissional, apenas.

Das coisas que eu já não sinto mais

Não é que eu deixei de achar que as segundas-feiras foram feitas para você, ou que você não tem mais cara de banho tomado, ou que eu deixei de me impressionar com seu cabelo bem cortado e sua barba bem feita. É que você é só mais um cara com jeito de descansado na segunda, você é só mais um cara bem arrumado, você é só mais um cara, dentre tantos outros caras, com cabelo cortado e barba bem feita.

Não que você não seja uma pessoa incrível, é que eu já não acho mais que você seja incrível. Não que você não tenha mais essa postura de cara bem educado, mas é que eu me lembro mais das suas grosserias. Claro que você deve continuar sendo aquele cara bom de papo, mas é que você só me ignorava. Talvez você até seja inteligente como eu pensava, mas é que só não parece mesmo. Não que eu não continue achando seu sorriso lindo, mas é que há tanto sorrisos lindos por aí, que as vezes eu até me esqueço do seu. Eu até posso continuar te defendendo hora ou outra, mas é só pelo habito mesmo.

Não que eu não te observe mais, mas é que eu nem lembro mais de te observar. Não que você tenha perdido todas as qualidade que eu achei que você tivesse, mas me pergunto, você tinha alguma delas? Não que você deixou de ser importante, mas algum dia eu já fui? Não que você seja mais um, mas é que você se tornou só mais um.

Bloco de notas #5 

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Semana passada eu precisei ir na prefeitura resolver uns problemas e o calor era aquele de rachar mamona, eu tava com uma sede que não tava escrito e não achei o bendito bebedouro para tomar uma aguinha. Eis que eu precisei ir no carro buscar uns documentos e o jardineiro da prefeitura me viu e disse: “vai tomar água moça, tá muito calor, não fica sem beber água não, ó atras da porta lá na prefeitura tem bebedouro, vai lá”. Olha, aquele senhor foi a prova de que pessoas boas existem.

Quarta passada eu voltei de férias mas, só hoje eu entrei no ritmo, vi pessoas que eu não vai fazia tempo, resolvi problemas, andei pela fábrica e, gente, como é bom ouvir elogios. “Que bom que eu tô falando com a pessoa certa”, “pode deixar que que a Beatriz resolve”, “Nossa, muito obrigado mesmo”. Por mais simples, fácil e rápido que seja para mim resolver certos problemas, para a outra pessoa faz uma puta diferença e essa agilidade conta muitos pontos. É gostoso saber que as pessoas valorizam seu trabalho e que seus  esforços fazem diferença para alguém.

Quando o filósofo disse que a felicidade estava nas pequenas coisas, ele não estava mentindo.

E para finalizar, acabou de entrar uma menina na van para faculdade que está com um perfume doce tão forte. Tá calor, o ar condicionado tá fraco e o perfume é muito doce. Queridos não usem perfume doce nesse calor dos infernos, a tia agradece haha

Beijos de luz :)

Encontrei o amor da minha vida… e ele se foi

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São Paulo, 18:00 aproximadamente, rua Bela Cintra. Ele tinha um e oitenta, por aí. Na casa dos trinta e poucos. Meio loiro, barba. Bermuda, chinelo e camiseta rosa queimado. Bebendo com os amigos em um barzinho. Eu passei do lado, ele me viu, deu uma olhada. Eu vi ele e dei uma olhada. Os olhares se encontraram e eu não consegui desviar, nem ele. Passei, ele virou na cadeira e foi me acompanhando com um meio sorriso, aquele tipo de sorriso mesmo, que nos faz pensar “qual será o tipo dele?”. Também virei pra trás na direção dele com o mesmo meio sorriso que ele me ofereceu. Nossos olhares se mantiveram até nos perder de vista.

Tipica cena de cinema.

Um tempinho depois, voltei pela mesma rua e lá estava ele, de pé conversando com uns amigos, um cigarro na mão. Ele estava distraído com  o cigarro, não me viu passar de volta, não pôde anotar meu número nem perguntar meu nome. Perdeu a oportunidade de conhecer aquela que seria a mulher da vida dele e eu perdi aquele homem de vista.

Paciência. Não posso obrigar ninguém a ser feliz.

Bloco de notas #1

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Navegando pelas timelines da vida me deparei com algumas coisas que me fizeram refletir, não vale um texto mas, um pequeno comentário vai bem.

… uma postagem de uma mãe que dizia assim “deixar meus filhos com a sogra nunca, só com a minha mãe”. Coisas que eu jamais vou entender: porque não gostam da sogra se ela que colocou seu namorado/marido/mozão no mundo? Não tenho filhos nem sogra, mas acho que deve ter algum atrito entre entre nora e sogra, mas gente, privar somente uma avó de participar do crescimento dos netos é de mais não é não? Alias, quem criou e cuidou do seu mozão, pessoa pela qual você se a apaixonou, casou e teve filhos foi a sogra, então…

… falando nisso, outra postagem que eu vi foi algo mais ou menos assim: “não aceito minha sogra dando palpite na criação do meu filho, moro com o filho que ela criou e ele precisa ser aperfeiçoado”. Só penso que a pessoa que escreveu/curtiu isso deve ser maravilhosamente perfeita, perfeita mesmo, que a mãe/pai a criou lindamente e perfeitamente bem. Só que não né, é muito ego grande pra pouca gente, sem contar que, sempre acho que ouvir um conselho de pessoas mais velhas e com mais experiência é bom, isso não vai fazer você deixar de criar seu filho à sua maneira. Eu sei que é aquele post “brincadeirinha”, mas é muita gente rebaixada pra uma frase só…

… qual é o problema que esse povo tem com a sogra, deus do céu? Se bem que, eu não posso opinar sobre isso haha…

…mudando de assunto, várias vezes durante o semestre tive que resolver pendências com alguns professores da faculdade e sabe como fiz isso? Mensagens pelo Facebook, simples, fácil, rápido e tudo resolvido. Alias, dia de prova, trabalho, grade de horário, tudo postado no grupo da sala, padrão da faculdade, todos os cursos são assim. Ponto positivo pela descomplicação…

… adorei receber abraços virtuais no post passado, cêis são lindos <3

Moral da história: se amem mais e compliquem menos.

É isso aí, obrigada pela atenção e até a próxima :)

Em busca da felicidade

7

Faz muito, muito tempo que eu vejo que esse blog não reflete exatamente o que eu penso ou o que eu vivo. A verdade é que eu sempre tento ser positiva a maior parte do tempo, tento não me importar com coisas banais e nem perder a paciência com coisas que não acrescentam. Nem sempre dá certo, mas acho que anda funcionando muito bem pra mim, pelo menos a maior parte do tempo.

Aí chega na hora de abrir o editor e escrever algo para o blog, todas as coisas negativas que eu não externo durante o dia acabam parando aqui. Vi meus últimos textos e todos tinham um que de reclamação, uma lamentação, algo que não deu certo e, definitivamente, essas coisas nos textos não sou eu. Meus textos são aquele 1% da Bia negativa que existe.

Quando eu pensei em deixar esse blog o mais pessoal possível era exatamente para eu poder escrever sobre as coisas que gosto com toda a licença poética que existe, mas acabou sendo só um lugar que venho vez ou outra para reclamar.

Conversando com um amigo sobre isso, sobre minha falta de ideias legais ele me disse: “escreva sobre as coisas que te fazem feliz”. Pronto, aquela luzinha acendeu e, mesmo pensando nisso o tempo todo eu precisava ouvir essa frase -ou no caso ler- para me dar conta de que a solução para deixar meu blog com a “minha cara de 99% do dia” era mais simples do que eu imaginava.

Por que escrever sobre amores que não dão certo, as escolhas erradas feitas nesses anos todos, a roupa que não serviu, a chuva que caiu no final do dia se é muito mais inspirador falar sobre o curso que deu certo, o filme legal que deixou meu coração quentinho…

Eu sei que é muito mais fácil externar as coisas quando se está bravo, porque muitas vezes não há palavras para a felicidade, não há frase que descreva com exatidão um momento feliz. Mas, vamos tentar né rs.

E para fechar esse primeiro texto de uma série deles que falam sobre felicidade, fica aqui uma música que deixa o menino Marcelo, dono da frase inspiradora, feliz.

tbt: Na casa da vó

tbt

Semana passada fui visitar meus avós, fazia alguns meses que eu não os via (talvez no último feriado), e fazia mais tempo ainda que não ia na casa deles num dia comum.

Como era fim de tarde, cheguei com fome e claro, já sentei na mesa do café e enchi minha xícara de chá (na casa da vó não temos o costume de tomar café) e peguei uma fatia daquele pão caseiro que eu não comia fazia anos (nunca dou sorte).

Terminei de comer e minha vó, como uma boa vó, me ofereceu outro pedaço.

– Pega mais Bia.
– Não quero não vó, já comi.
– Ué, não é porque você já comeu que não pode comer de novo, pegue outro pedaço.
Obedeci, é claro haha

Me lembrei de todas as vezes que fui na casa dos meus avós quando criança, de todos os pães caseiros que comi, do pão francês recheado com açúcar, do imbatível doce de leite de forma que até hoje não achei igual, do macarrão e da sopa no almoço e na janta, da lata cheia de suspiros, do leite tirado na hora, do chá mate docinho, do porco assado que comemos em todas as datas comemorativas, seja Natal ou dia dos pais. Me lembrei de todos os costumes gastronômicos que temos.

Queria uma foto para ilustrar esse post, mas, quando éramos crianças não estávamos nem aí para fotos, eu e meus primos queríamos mesmo era rolar na grama e cair no laguinho, explodir ovo choco, brincar de esconde-esconde e pega-pega, alimentar as galinhas, rabiscar as folhas do caderninho da vó, ficar conversando com o Louro, um papagaio mais velho que eu.

Os tempos eram bons e nós sabíamos disso, ainda sabemos disso e essa é a lembrança de quinta-feira mais maravilhosa que tenho.

Um sorriso (ou dois)

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Sabe aqueles dias em que a gente está meio bleh, meio pra baixo, meio desanimada da vida? Dias em que tudo vira tragédia, que temos a sensação de que os sentimentos ruins só pertencem a nós e o resto do mundo está em festa.

Nesses dias que a gente fica procurando consolo em qualquer frase pronta que lemos por aí, em qualquer sorriso ou palavra. Foi exatamente num desses dias, rolando minha timeline do facebook, que me deparei com esse texto do Frederico Elboni do Entenda os Homens (o cara que conhece a gente melhor do que ninguém).

O melhor de ler o texto não foi a semelhança com a vida real, mas foi saber que pessoas reais sentem o mesmo e passam pelos mesmos dias ruins, procuram consolo nas mesmas coisas ou nos mesmos textos, que antes de dormir tem uma conversa sincera com os Céus, o universo, o teto, o que quer que seja que faça aliviar esse pesinho a mais que a vida insiste em por nos nossos ombros.

Às vezes a gente só quer que o dia acabe. E conta baixinho para os céus, ou para o teto do nosso quarto, que, por favor, o amanhecer cure os problemas que aqui rodopiam. Sem saber o porquê de tantas derrotas seguidas, a gente continua a lutar, doa o coração sem pudor, trabalha como se precisasse tirar o pai da forca, brilha os olhos com a alegria dos outros, e, mesmo estando sempre a sorrir, observa como ultimamente a vida está nos poupando seus momentos de alegria.

É crise na economia. É crise no coração. É crise na esperança do que há por vir. Parece que nadar contra a maré virou uma constante. No fundo a gente sabe que não pode desistir dos sonhos, dos estudos, dos amores, das conquistas, das esperanças que nos tiram todo dia. Mas dá tanta vontade. Dói tanto. O ânimo virou luxo. Parece impossível vencer os desafetos. Esperar me parece a melhor opção. Na obviedade da palavra, esperar não é necessariamente manter-se na inércia, mas ser paciente para saber que a sua falta de inércia, um dia, lhe trará resultados.

Assim, como se essa conversa ainda fosse com o meu ventilador de teto, espero que as coisas melhorem. E que a próxima surpresa que vier seja para me fazer não dormir de tanta alegria.

Devo admitir que depois de ler esse texto tive mais sorrisos durante a semana.

Cinco minutinhos de tv

E eu quase surtei

Aqui em casa temos o belo costume de almoçar/jantar vendo tv, já que a mesa fica do lado da sala, então né. Hoje foi um desses dias: pai, mãe e eu almoçando e vendo aquele programa “Passa ou Repassa”, esse mesmo, de perguntas e respostas que a gente assistia quando criança. Agora os times são basicamente formados por sub celebridades ou gente que já não é mais tão lembrada assim pela mídia. Dessa vez era um grupo de pagode vs umas mulheres que nunca vi na vida.

O resumo todo do programa é: quanta gente burra. Talvez burra seja uma palavra forte de mais, mas quanto participante desprovido de conhecimentos básicos (sim, aqueles que a gente aprende na escola).

Os participantes tinham uma enorme dificuldade pra responder perguntas como: “Qual desses caras não foi presidente do Brasil?” um das alternativas era “Fidel Castro”. Ou, “A Turquia se encontra entre quais continentes?”, ou “Qual desses países não faz parte da península ibérica? Portugal, Espanha ou Inglaterra? ou “De quem é a frase ‘penso, logo existo’?”. Pra essa última as alternativas era: René Descartes, Zagallo e Carlos Alguma Coisa (diretor do programa). E sim, o pessoal penava pra responder.

O cara pode não saber o que é a península ibérica, mas, pelo menos o mapa mundi ele deve ter visto algumas vezes para saber que a Inglaterra fica meio longe da Espanha ou Portugal, e que esses últimos dois ficam um do lado do outro, logo, por um raciocínio lógico a tal da península dever ser formada por esses dois países.

E quem não sabe quem é René Descartes e nunca ouviu essa frase antes? Nem vou entrar no mérito “Fidel Castro e presidentes do Brasil”.

Não querendo julgar ninguém, mas pelamordedeus, esses são conhecimentos básicos de quem passou pelas séries primarias ou de quem abre um site de noticias todos os dias para saber o que está acontecendo por aí, e não, a sessão de famosos não está inclusa.

Como já dizia minha mãe “estude, filha, estude”

E se penso, logo existo, já sabemos o fim de muita gente.

Era cilada

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Era bonitinho, mas era babaca

Esqueça as conversas, os sorrisos, as olhadas, esqueça isso, não era nada.
Roupa bonita, cabelo bem cortado, ele olhava pra você e mais quatro.
Os amigos disseram: não cai nessa, é furada.
Mas você não ouviu, tava apaixonada, eu te disse, além de gato ele é babaca.
Você não acreditou e idealizou aquele rostinho bonito de sorriso fácil.
Agora não vem chorar o gelo que ele te deu, aproveita e bate tudo com cachaça.
Pode não fazer efeito agora, mas com o tempo passa.
Isso é pra você aprender a não cair na conversa de um cara boa pinta.
A gente sabe, nem todos são assim, mas ele foi, admita.
Agora não adianta fazer essa cara de coitada.
Igual a ele existe mais mil e uma pitada.
Agora que acabou o que você nem começou, pode sorrir aliviada,
Porque no fundo amiga, a gente sabia, era cilada.