Como eu planejei meu intercâmbio mesmo ganhando pouco

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O intercâmbio sempre foi um sonho meu, mas algo muito distante e eu nunca pensei seriamente nisso, afinal é um sonho caro, assim como uma casa ou carro por exemplo. Eu sei, não é fácil ter tanta grana ainda mais na crise, mas quero compartilhar a minha experiência neste desafio que tenho enfrentado  e quem sabe ajudá-los a se planejar financeiramente para transformarem seus sonhos em objetivos também.

 

1º Passo: Analisar e aprender a economizar

Cropped image of woman's hands calculating home finances at desk

No começo de 2015 decidi que eu precisava começar a guardar algum dinheiro, mesmo que sem propósito, pois vi que eu nunca estava preparado para imprevistos apesar de saber lidar com o dinheiro e nunca ficar no vermelho. É importante frisar que minha renda não supera 2 salários mínimos hoje e era menor na época que comecei, outros dados que fazem a diferença é que moro com meus pais, mas ajudo nas contas e que sou solteiro e não tenho filhos.

O primeiro passo antes mesmo de começar a juntar foi analisar como eu gastava meu dinheiro, eu literalmente fiz um bloco de notas e uma planilha mensal de cada gasto meu para saber para onde ia meu dinheiro. Se você pensa que a maioria dos gastos era com coisas importantes você está enganado. Sim, todos temos contas para pagar, no meu caso isso não pesa tanto porque não pago tudo, mas ainda sim é incrível ver como aquele salgado à mais, aquele sorvetinho após o cinema ou o livro em promoção pesavam no bolso no fim do mês. Comecei a me regrar, estabeleci um limite para gastos com comida no trabalho e passei a levar marmita quase sempre, outro limite foi para os gastos com itens colecionáveis, no meu caso livros, filmes e mangás. Depois disso comecei a trabalhar minha fatura do cartão, passei a comprar mais coisas a vista e obviamente o cartão também ganhou um limite. Outra coisa muito importante é que não compro comida no crédito, sigo o mantra de “se eu consumo agora, pago agora”.

Outra medida importante foi tentar economizar nos rôles. Eu fiz o possível para não deixar de sair, pois vejo isso como a minha recompensa pelo esforço, mas tentei sempre salvar uma graninha evitando comer sempre no shopping, pagando meia no cinema com meu cartão Itaú e por aí vai.

 

2º Passo: Como juntar dinheiro?

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Estas medidas já fizeram uma puta diferença e ao ver que eu conseguia me controlar melhor decidi começar a realmente guardar um valor mensal, de início eram 100 reais mais o que sobrasse do salário anterior no dia do próximo pagamento, decidi que eu tinha que viver o mês com o dinheiro daquele mês.

Dois meses depois disso decidi que faria o intercâmbio. De início não pesquisei nada sobre a grana necessária e recomendo o mesmo a todos, pois isso pode ser desmotivador, afinal você está muito longe ainda. Também criei uma nova regra com esta decisão, toda a grana extra que entrasse iria para a poupança como PIS, 13º, PRL, etc. Com isso consegui juntar grana mais rápido. Existem fundos que rendem mais que a poupança para investimentos a longo a prazo, eu não fui atrás, mas recomendo.

3º Passo: Planejamento e realização

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A prática destes métodos e uma mudança de cargo ajudaram no sonho, pude ir guardando um pouquinho mais por mês e no fim do ano passado eu tinha uma grana legal e decidi que tinha chegado a hora de ver quanto eu realmente precisava. Após um mês fazendo análises vi que o custo para um intercâmbio na Irlanda de 6 meses não estava tão longe assim e eu poderia ir em 2017, em janeiro comprei o curso e já o deixei praticamente pago, comecei a vender algumas coisas para ajudar no que falta como meu Nintendo Wii (o que surpreendeu muita gente) e hoje estou com tudo planejado para que eu esteja toda a grana necessária em mãos até a viagem em agosto.

Espero que as dicas ajudem, claro que vocês podem e devem ajustá-las para a realidade de vocês, mas não deixem seus sonhos só na cabeça, pois a sensação de conseguir realizá-los é maravilhosa =D

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Trip: Buenos Aires #2

Aqui está a segunda parte da minha viagem e eu gostaria muito de dizer que fomos em todos os lugares lindos que planejamos, que eu fui em todas os cafés que eu marquei para ir, que conhecemos todos os principais pontos turísticos, mas ó, é mentira hahaha Já no primeiro dia nós nos perdemos! Pois é!

Dia #1

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Chegamos super cedo na cidade e tivemos que esperar algumas horas para fazer o check-in no hotel. Então guardamos as malas e fomos dar uma volta pelo bairro e trocar nosso dinheiro. Uma coisa: Carrefour lá é vida, tem em todos os cantos, e eu acho que vi mais brasileiros lá do que argentinos.

Almoçamos num restaurante que ó, entrou para minha lista de favoritos. Não pela comida nem nada, se bem que a pizza estava muito boa, mas foi a decoração que ganhou meu coração. As paredes são todas decoradas com bandeiras, camisetas e flamulas de times de futebol de vários países. O nome do lugar é El Tablon e eles servem pizzas e empanadas.

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Passada toda parte burocrática do hotel e tals, fomos conhecer o estadio do Boca e a Chacarita. Aí começa nossa aventura: não tem ônibus nem metrô direto para lá, então fomos de táxi. Chegando lá vem a decepção: o ingresso para conhecer o estadio são caros, muito caros na verdade, nós achamos que não valia gastar quase 100 pesos numa visita rápida pelo museu e o estadio. Aí fomos para o bairro Chacarita que é lá perto. Aí sim valeu a pena, o bairro é muito lindo, cheio de restaurantes e com uma galeria com várias coisas bonitinhas para comprar.

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Depois disso as coisas começaram a ficar “legais”, digamos. Nós nos perdemos haha! Não dava pra voltar de ônibus ou metrô por que lá só se aceita moedas nesses transportes e, bem, nenhuma de nós tinha moedas. Aí tivemos a brilhante ideia de voltar a pé. Andamos por umas 3 horas, mais ou menos. Demorou pra acharmos um supermercado para comprar água e alguém que pudesse nos ajudar. No final, encontramos essa praça bonitinha da foto e saímos nas ruas atrás da Casa Rosada, então deu pra visitar todos os pontos turísticos daquela área.

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A noite jantamos uma típica parrilla argentina no restaurante Don Ernesto que fica em San Telmo. Primeiro, a decoração do restaurante é meio inusitada, todas as paredes, janelas e chão são assinadas pelas pessoas que já passaram por lá, tem gente do mundo todo, apenas.

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O atendimento foi ok, a principio o atendente foi meio antipático mas depois ele conversou, perguntou de onde eramos e tal, deu pra simpatizar com ele.

Agora a parte mais legal: a comida haha. Pedimos um bife de chorizo, com papas fritas (batata frita) e vinho. Olha, não tenho o que dizer, estava maravilhosamente bom, tudo bem servido, o preço super ok. O vinho foi um cabernet sauvignon, ele não é nem seco, nem suave, só que, pro paladar brasileiro ele é seco. Eu gostei, minha amiga não. Fica a dica.

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Uma coisa muito legal sobre Buenos Aires, tudo lá funciona até tarde, inclusive a sorveteria. Era meio noite e a rua estava bem movimentada, pessoa bem alegres haha. Experimentamos o sorvete da Persicco, tinha uma lá do ladinho. Eu achei super doce, muito doce mesmo. Foi até meio difícil de tomar tudo. Se bem que eu escolhi o de doce de leite, então deve ser isso haha.

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E esse foi o fim do nosso primeiro dia. No próximo post tem mais passeios e umas coisas legais e outras nem tão legais  que reparei pela cidade. 

Trip: Buenos Aires

Um mês depois de ir para Buenos Aires eu resolvi fazer um post contando como foi por lá. Comecei a planejar essa viagem seis meses antes dela acontecer, virei pra uma amiga e disse “Queria ir pra BsAs mas não tenho com quem ir” e ela me disse: “Então vamos”. Fechou, lá estava nós duas procurando blogs com dicas e tals. 008

Documentação, passagem, hospedagem, dinheiro e aeroporto

Para entrar em Buenos Aires não há nada de mais, só precisa do RG e eles entregam seu visto num papal. Para sair do país você precisa desse papel.

A passagem nós compramos numa promoção da TAM por cerca de R$600,00 cada, ida e volta. Na ida nós fizemos uma conexão de 4 horas em Assunção do Paraguai. O Aeroporto de lá é ruinzinho, não tem bebedouros com água, nem tomadas para carregar equipamentos eletrônicos. Mas, em compensação, o wi-fi era ok e a lanchonete (acho que só vi uma por lá) aceitava reais.

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Nós ficamos hospedadas no hotel HTL 9 de Julho, um super custo/beneficio, os rapazes da recepção foram super atenciosos, entenderam meu portunhol e um deles até fez um mapinha pra gente de um lugar que estávamos procurando. A unica coisa que eu devia ter feito era contratado também o café da manhã, tinha cara de ser bom. Os quartos são tipo loft, tem uma cozinha e sala em baixo e as camas no andar de cima. A conexão wi-fi era excelente. Ele fica próximo ao centro, num área até que movimentada a noite e próximo de vários pontos turísticos. Vi que não era muito indicado ficar no microcentro de BsAs por motivos de: ninguém andando na rua a noite. Então, pode ser perigoso, digamos.

Fomos vida loka e trocamos nosso dinheiro na Calle Florida. Funciona assim, tem várias pessoas gritando “cambio dólar, reais y euros”, aí você vai perguntando a cotação do dia e também procura o com cara de menos encarado possível, ele te leva num escritório e lá se troca o dinheiro. No primeiro dia conseguimos a cotação de 3,80 (1 real > 3,80 pesos) com um colombiano muito gente fina. No ultimo dia de viagem conseguimos a cotação de 3,50 (dólar estava em alta, então a cotação caiu) com uma senhorinha que quis saber da minha vida toda, ai gastei todo meu espanhol com ela.

Existem outras “casas de cambio” menos perigosas, digamos, em outros bairros mas não sei dizer quais. Não que a Calle Florida seja, mas tem que ficar esperto com dinheiro falso. Também existe a possibilidade de trocar numa casa de cambio aqui no Brasil. Escolha uma de sua preferencia, ligue lá, reserve a grana e agende um dia para retirar o dinheiro. Mas, lembrando que, a cotação é bem menor, tipo 1 para 2 (1 real > 2 pesos).

Nós desembarcamos no Aeroporto de Ezeiza, ele fica longe do centro e para se deslocar para o hotel é necessário táxi. Sei que existe ônibus que faz o transporte para lá, mas não sei de maiores informações, porém é bem mais barato que o táxi. Uma coisa boa: o táxi oficial do aeroporto aceita reais. Para o centro é 400 pesos ou 120 reais. Um valor ok se você estiver com mais pessoas. Sem contar que é mais confortável e você vai no sossego do ar condicionado haha.

No próximo post conto os passeios e mais umas coisas loucas que fiz/vi por lá.

Para mais informações e dicas sobre Buenos Aires você pode acessar o Aires Buenos Blog e o Buenos Aires para Chicas. Quase toda minha viagem foi planejada com base nos posts desses blogs.