Três lugares legais para comer em SP

Habeamus lugares legais, bons e baratos para comer. Todos em São Paulo e facilzinho de chegar.

Mirante Efêmero: restaurante que fica no Mirante 9 de Julho, atrás da MASP. A cada três meses eles renovam o cardápio que é assinado por um chefe. Os pratos são muito bem servidos, com uma apresentação bem bonita. Aquela comida que dá gosto de ver sabe. Fui no sábado no meio do dia e estava relativamente vazio, mas como era carnaval não sei dizer se o lugar enche nesse horário. Além disso você tem a vista linda do Mirante que da para a Av. 9 de julho. O legal do lugar é que ele é aberto, não é um lugar fechado com quatro paredes, não senhor. Da para sentir um brisinha enquanto você come. O preço é bem amigo, um prato sai por cerca de 25,00. Abaixo está o prato que eu pedi, essa foto eu peguei na page deles porque esqueci de tirar no dia, mas juro que é igualzinho haha

Original Red Nose Burger & Hot Dog: sim minha gente, a Red Nose tem uma hamburgueria e ela fica na praça de alimentação do Shopping Light, Centro de São Paulo. Sim meus queridos, na praça de alimentação. O hambúrguer é bem feito, fresquinho, o pão é douradinho em cima, o bacon é crocante e a batata frita, além de ser barata (R$3,00 a porção) ela vem com a maionese da casa, muito boa por sinal. E sabe o que é melhor? Hambúrguer artesanal a preço amigo. Lanche com hambúrguer 120g de bacon + batata + bebida sai por cerca de 27,00. E você aí comendo Mc Donald’s haha. Mais uma vez não tirei foto mas o lanche condiz com esse da foto da page deles.

Burger Joint: tradicional hamburgueria Nova-iorquina, abriu uma franquia na Bela Cintra e uma no Shopping Top Center, nessa unidade a decoração trás vários posteres de cinema e música, paredes onde você pode escrever e um ambiente intimista. Os lanches são bons e o cardápio é bem enxuto, o que é ótimo para pessoas indecisas como eu. Não peça o hambúrguer ao ponto porque não vem muito bom, mas de resto está tudo ok. Os lanches são servidos embrulhados em papel e a batata em saquinhos de papel. O preço também é amigo, lanche com bacon + batata + bebida sai por cerca de 32,00. Na foto de baixo eu já tinha comido o lanche haha

Quando decidi comer menos fest food (já não tinha muito desse habito antes) descobri vários lugares legais, com comida boa e preços bons. Além disso você conhece mais da sua própria cidade, ou no meu caso, da minha segunda cidade haha Dá para ser feliz sem toda aquela gordura e filas do BK e cia.

Caso você, querido leitor, tenha indicações de doceiras em SP tô super aceitando :)

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Cinema: Na Natureza Selvagem

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Na Natureza Selvagem (Into the Wild) é o filme bibliográfico da jornada percorrida por Chris McCandless rumo ao Alasca.

Chris, recém-formado na faculdade decidiu largar sua vida confortável, doou suas economias e partiu para o mundo com poucos recursos e dinheiro. Em busca de estar em comunhão com a natureza, ele abdica da sua própria identidade, se auto intitulando Alex Supertramp e cai na estrada, passando pela Dakota do Sul, Arizona e Califórnia, faz alguns trabalhos temporários sempre que lhe falta dinheiro, mas, o mais importante, conhece pessoas e as mudam no decorrer da sua jornada.

Talvez a primeira impressão que se tem de um jovem classe média, formado, com uma vida bem estruturada é que não passa de um menino mimado, mas no decorrer do filme, Alex mostra que ele vai além disso, ele busca conhecimento de si próprio na natureza, busca se desapegar dos ensinamentos impostos pela sociedade não se apegando a nada material. Isso fica claro em cada relação que ele constrói pelo caminho, como um casal de hippies que entende bem a necessidade dele de estar na estrada, ou um veterano de guerra que enxerga nele o filho/neto que ele não teve. É incrível a sensibilidade contida em cada cena onde ele conhece uma nova pessoa, você se transporta para o filme e acolhe os ensinamentos (mesmo que não explícitos) de Alex e entende que ele não era só mais um filho rebelde em busca de atenção.

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Além disso, o filme tem uma linda fotografia e é uma viagem pelas várias paisagens dos Estados Unidos, deixando bem claro a interação de Alex com a natureza.

A trilha sonora ficou a cargo do Eddie Vedder do Pearl Jam e é uma viagem a parte.

Na Natureza Selvagem é aquele filme que te faz querer cair no mundo, que te faz refletir sobre as suas decisões feitas até agora, sobre sua coragem de fazer uma loucura e “cair no mundo” e desbravar sua própria natureza, seja ela qual for.

Direção: Sean Penn | Ano: 2007 | País: Estados Unidos

Cineminha: Medianeras, Buenos Aires na era do amor virtual

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Acho que essa foi a resenha que mais demorei para escrever, tive que ver o filme duas vezes para ter certeza do que escrever sobre ele. Não por ser um filme complexo, mas por trazer a tona sentimentos tão palpáveis, comum a quase todas as pessoas. É difícil passar todas essas coisas para um texto e convencer que o filme realmente vale a pena, em todos os sentidos, seja pelas ótimas frases e monólogos, seja pela fotografia ou por trazer a tona sentimentos dessa era moderna em que vivemos.

Medianeiras são aquelas partes dos prédios que não há janelas e o filme começa explicando exatamente isso e sobre a arquitetura de Buenos Aires, cidade onde se passa a trama, com todos os seus prédios e apartamentos pequenos, fios cobrindo o céu e um crescimento desordenado.

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Em meio a isso somos apresentados a Martin, web designer e fóbico em tratamento, tem problemas para dormir e só anda a pé. Já Mariana é uma arquiteta que trabalha como vitrinista, tem medo de elevadores, se diverte procurando o Wally e acabou de sair de um relacionamento longo. Os dois são diferentes, porém iguais na solidão. São vizinhos mas não se conhecem. Estão em busca de um par ideal, mas sempre acabam se frustrando.

Parece que o filme narra a vida de alguém conhecido ou até a nossa mesmo. É exatamente por isso que o filme brilha, por essa simplicidade de roteiro e por tratar de forma até que leve um assunto pesado, ou seja, não transforma em drama o assunto solidão. Você ri em algumas partes, se apaga aos personagens, se identifica com a história e fica feliz com o final. Formula perfeita.

Medianeiras é aquele filme que te abraça, te arranca sorrisos e te passa uma energia boa no final.

Diretor/roteirista: Gustavo Taretto | Ano: 2011 | País: Argentina

Últimos filmes favoritos #1

Meus últimos filmes favoritos dos últimos meses. Sinceramente, se você ainda não viu algum, veja!
Pode conter spoilers :)

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 Meu pé de laranja lima: Um filme nacional de  2012, dirigido por Marcos Bernstein e baseado no  livro de José Mauro de Vasconcelos. A história se  passa no interior de Minas Gerais e conta a  história de Zezé (José Guilherme Avila), um  menino de oito anos que tem uma vide bem  humilde junto com seus pais e três irmãos. Zezé  tem um pai desempregado e alcoólatra, com  quem tem vários conflitos, como falta de carinho  e agressões, ele apanha muito do pai. E uma mãe  com problemas de saúde que trabalha para prover  o sustento da casa.
Devido a suas condições, a família precisa mudar  de casa e no novo lar Zezé faz “amizade” com um  pé de laranja lima que está em seu quintal. Ele  tem um imaginação incrível e consegue criar  história de aventura quando está perto da árvore.
O menino apronta muito e numa dessas acaba  conhecendo o “Portuga” (José de Abreu), um  português que vive nas redondezas da  cidade. A  principio a relação dos dois também era  conflituosa, porém, depois eles acabam amigos e  Zezé têm Portuga como um pai, o menino até  pede para ser adotado por ele. Esse é um ponto  alto da história, nesse momento que vemos o  quanto Zezé esta triste e deprimido, com apenas  oito anos de idade. É nesse momento, também,  que Portuga vê todos os hematomas deixado  pelas surras do pai do menino. É claro que Portuga não adota Zezé, porém promete dar toda a assistência que ele precisa.
O filme é um drama que eu considerei bem pesado, por conta de todos os conflitos dos personagem, das agressões, do final que me surpreendeu e “pós-final”, que conta o que aconteceu com os irmãos de Zezé. Muitas lágrimas derramadas.

sniperSniper Americano: filme dirigido pelo grande Clint Eastwood, lançado em 2014, também foi baseado em um livro e conta a história de Chris Kyle, atirador de elite mais letal da história militar dos EUA.
A história se passa durante a guerra no Iraque e conta a história de Chris (Bradley Cooper), que a principio era um cowboy que morava no Texas e decidiu se alistar nas forças especiais da marinha americana após os atendados de 11 de setembro. Ele se mostrou um excelente atirador e se tornou o sniper de seu grupo. Nas cenas de guerra você praticamente respira com o personagem, cada tiro, cada invasão são momentos de tensão.
Paralelo a isso Chris conhece Taya (Sienna Miller), eles namoram, casam e tem filhos. Porém Chris tem um sentimento patriota muito grande e acha que só estará fazendo algo por seu país se for para guerra e acha que sua família pode esperar um pouco. Enquanto isso Tayla sofre para cuidar dos dois filhos sozinha e para lidar com a ausência do marido e com sua dificuldade em se adaptar ao mundo real, longe dos conflitos vividos no Iraque.
Acho que este é um um filme que você não pode saber muito sobre, apenas vá e assista.

pulp_fictionPulp Fiction: escrito e dirigido por Quentin Tarantino, esse filme é de 1994 e, para mim, tem os melhores diálogos ever. São quatro (para alguns três) histórias principais contadas de forma não cronológica, porém ligadas entre si. Primeiro temos dois assaltantes numa lanchonete conversando sobre surpresa assaltos. Na segunda temos dois mafiosos Vicent Vega (John Travolta) e Jules Winnfield (Samuel L. Jackson) fazendo serviços para o gangster Marcellus Wallace (Ving Rhames). Aqui temos nosso primeiro dialogo notável (aka foda) entre Vincent e Jules sobre, pasmem, massagem nos pés. Aproveitem essa cena.
Após temos Vincent levando a mulher de Marcellus para se divertir enquanto o mesmo está viajando. Aqui temos nosso segundo dialogo notável. Vincent leva Mia (Uma Thurman) em uma lanchonete e ela pede um milkshake de 5 dólares  e Vincent se surpreende com o preço salgado da bebida. A expressão “five dollars shake” passou a fazer parte da minha vida a partir daí. Continuando, nessa dialogo Mia diz que você encontrou a pessoa especial quando você consegue ficar cinco minutos em silêncio com essa pessoa sem se sentir desconfortável.
Depois temos o lutador Butch Coolidge (Bruce Willis) que foi pago por Marcellus para perder uma luta, porém seus princípios não não o permitiram fazer isso. Após a luta ele precisa fugir e aqui temo outro dialogo importante. Butch está num taxi e tem uma conversa com a taxista (aka diva) sobre a sensação de matar alguém.
Jules sempre cita uma passagem especifica da bíblia ao matar alguém e ele faz uma analise disso em um determinada ceno do filme, outro dialogo incrível.
É claro que o filme é muito mais do que essas histórias, porem achei muito importante citar esses diálogos. Pulp Fiction é daqueles filmes que você volta a cena só para aproveitar melhor cada momento.

mad_max_fury_roadMad Max: Fury Road: melhor filme de ação do ano (na minha opinião e na de todos que viram), se passa num mundo pós-apocalíptico, numa sociedade totalmente decadente, onde todo mundo luta para sobreviver com recursos praticamente escassos. Nesse cenário temo a Imperator Furiosa (Charlize Theron) que arquiteta um plano para fugir com algumas mulheres para sua terra natal em busca de redenção. Ela vive numa sociedade chefiada pelo Immortan Joe (Hugh Keays-Byrne), que controla todos os recursos daquele lugar, como água e alimento, e manda Furiosa e outras pessoas buscar suprimentos como combustível e munição em vilas vizinhas.
Em contra partida temos Max (Tom Hardy), que prefere não depender de ninguém além de si mesmo. Porém, ele acaba se juntando a Furiosa para travar um “guerra” contra Joe, à contra gosto, é claro, pois ele prefere seguir seu caminho sozinho.
O filme tem poucos diálogos, porem algumas falas são memoráveis como “Quem matou o mundo?”e há várias criticas a sociedade.
Agora, vamos falar a da ação do filme: é apenas adrenalina do começo ao fim, de verdade. Mesmo depois que acaba você ainda está naquela vibe do filme.

Jurassic-WorldJurassic World: recém lançado, é o tipico filme “ame ou odeie”. A formula é a mesma dos outros filmes: nunca, nunquinha ressuscite dinossauros, a chance de dar tudo errado são grandes. O filme se passa no mesmo locar do primeiro Jurassic Park, a ilha de Nublar, que traz atrações temáticas com os dinossauros. Porém a equipe de Clear (Bryce Dallas Howard) começa a alterar geneticamente os bichos para criar uma atração que recupere o interesse do publico pelo parque. É claro que dá tudo errado e Clear precisa de ajuda do treinador de velociraptors, Owen (Chris Pratt), para conter o novo dinossauro do parque.
Esse quarto filme da franquia faz inúmeras referencias ao primeiro Jurassic Park, quem é fã da série com certeza vai ter um boa dose de nostalgia assistindo.

ps.: aceito indicações de filmes novos :)

Resenha: Para onde ela foi

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Continuação do best-saller Se eu ficar, “Para onde ela foi” conta a história pós-acidente da Mia, porém pela perspectiva do Adam.

Já faz três anos que Mia saiu da vida de Adam e a vida dos dois mudou completamente: ela foi para a famosa escola Juilliard, em Nova York,  estudar música e ele virou um astro do rock junto com sua banda.

Adam se tornou um super astro do rock e meio depressivo, até se afastou da música após seu termino com Mia, mas “superou” e com isso escreveu músicas para o álbum que deixou a sua banda famosa.

Um dia, Adam estava sozinho em Nova York e descobre que Mia irá se apresentar na cidade (isso alguns instantes antes do show) e ele decide ir vê-la, porém sem ser visto. O destino acaba reunindo os dois novamente e, em uma noite/madrugada os dois vagam por NY, Adam sempre em busca de respostas para questões que sempre o atormentou, como por que Mia o abandonou.

O livro tem o mesmo ritmo do anterior, alternando em passagens do presente e do passado da vida dos dois. Eu gostei bastante do livro, fiquei um raivinha da Mia e no final fiquei com gostinho de “quero mais”, eu estava esperando uns dois capítulos a mais haha. Gostaria de falar mais, mas aí seria spoiler haha

Se eu ficar foi escrito pela Gayle Forman, publicado pela Editora Novo Conceito e tem 239 páginas. 

Resenha: Cartas de Amor aos Mortos

“Tudo começa com uma tarefa para a escola: escrever uma carta para alguém que já morreu. Logo o caderno de Laurel está repleto de mensagens para Kurt Cobain, Janis Joplin, Amy Winehouse, Heath Ledger… apesar dela jamais entregá-las à professora. O que parecia uma simples lição de casa logo se transforma na maneira de Laurel lidar com seu primeiro ano em uma escola nova e com a família despedaçada depois da morte de sua irmã”.

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Laurel está passando por um momento delicado em sua vida: ela é incapaz de entender o que aconteceu com sua irmã, May e de lidar com tudo o que aconteceu depois. May era uma garota incrível aos olhos de Laurel, ela era a estrela da família e sempre cativava todos a sua volta. E de repente ela se foi, deixando Laurel sozinha. Sua mãe também teve dificuldade em lidar com a situação e decidiu mudar-se para Califórnia por tempo indeterminado. Laurel intercalava as semanas entre a casa do seu pai onde o silencio pesado prevalecia e a casa da tia Amy, uma mulher religiosa, que tinha o objetivo maior de fazer Laurel aceitar Jesus no coração para que ela não tivesse o mesmo fim que sua irmã.

Para completar Laurel decidiu mudar de escola, ela está iniciando o ensino médio e iria para a mesma escola que May estudava, mas quer evitar os olhares de pena das pessoas que sabiam de tudo que aconteceu.  Mas, como nem tudo na vida é sofrimento, Laurel faz amizade com duas garotas na escola nova, Natalie e Hannah. Além disso, ela também se encantou por um garoto de outra turma, Sky, o garoto misterioso.

Na sua primeira tarefa de inglês, Laurel precisa escrever uma carta para alguma personalidade que já morreu, ela começa e não para mais, as cartas vão de Kurt Cobain à Amelia Earhart e em cada uma ela descreve situações que estão acontecendo na sua vida, que aconteceram com ela e May. Na história da pessoa pra qual ela está escrevendo ela tenta achar uma explicação para própria vida. Explica o medo de perder suas novas amigas, o conflito que Natalie e Hannah vivem por causa de escolhas que as duas tomaram, conta sobre seu relacionamento com Sky e sobre seus mais novos amigos, o casal Kristen e Tristan.

O livro inteiro nós vimos uma Laurel que vive as sombras da sua irmã, ela veste as roupas da irmã, tenta ter o mesmo estilo, faz coisas que nem sempre é bom para ela, como beber e fumar para se sentir interagida com os novos amigos. Ela foi negligenciada pela mãe que a abandonou ao mudar de cidade, pelo pai que está vivendo sua própria tristeza, pela tia Amy, que apesar de se importar muito com ela não a ouve.

Além disso, Laurel enxerga May com uma pessoa perfeita, mesmo que nas suas cartas há passagem que mostra May sendo negligente com sua irmã.

No decorrer de cada carta Laurel vai explicando mais o que aconteceu naquele dia na ponte, o que aconteceu antes e o que levou May a fazer o que fez. Nessa ela vai descobrindo como se sente em relação a isso e no final descobre que sim, May era uma grande irmã, mas também tinha suas imperfeições.

A história parece ser bem trágica e pesada, mas a forma como foi escrita, através das cartas da Laurel, fez a leitura ficar mais leve. Vou confessar que a escritora enrola bastante antes do desenvolvimento da história. Eu também tive vontade de dar uns tapas na May em alguns momentos haha, mas acho que é uma história bem válida e também acho que é um livro que poderia ser muito bem aproveitado para ser usado em salas de aulas com pré-adolescentes, você que ler a história vai entender (adoraria contar o porquê mas, seria spoiler!).

ATENÇÃO: se alguém leu ou ler o livro, por favor, venha aqui nos comentários conversar comigo por que eu quero muuuuuito falar sobre o final dele, sério gente, eu preciso debater sobre esse final hahaha

Cartas de amor aos mortos for escrito pela Ava Dellaira, é um publicação da Editora Seguinte e tem 337 páginas.

A onda dos livros interativos

Já pensou em rasgar um livro, escrever nele ou tomar banho com ele? Loucura? Não mais! Acho que todo mundo viu o boom que o livro “Destrua este diário” fez quando foi lançado aqui no Brasil, era uma temática nova para nós. Destruir um livro? Tá louco, moço? Mas, acho que todo mundo gostou, até por que, depois dele vieram vários outros títulos com a mesma proposta, acho que até quem não gostava de livros comprou um desses só pela temática mesmo (caso verídico, uma amiga fez isso).

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Já citado, o livro mais louco que já vi. Você vai rabiscar, sujar, pintar, tomar banho com ele, tudo pra transformar o diário num lixo de livro. Na nota explicativa na primeira página a autora, Keri Smith, fala que o livro é dedicado a perfeccionistas do mundo inteiro, e não é pra menos né. No começo você realmente fica com dó de destruir e rabiscar as páginas, mas depois a coisa flui haha, alias, rabiscar é só o começo, até lamber o livro você vai (sério).

1 Página de cada vez

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Esse é meu favorito, do designer gráfico Adam J. Kurtz, o livro é tipo um diário mesmo, mas com a finalidade de desenvolver o senso criativo do leitor, uma ótima tarefa de desbloqueio. São 365 tarefas, nele você vai desenhar, criar listas, refletir, contar casos da sua vida… tem umas tarefas bem difíceis de cumprir tipo falar o que te deixa inseguro ou escrever um e-mail (de mentirinha, claro) para todas as pessoas que duvidaram de você, inclusive você mesmo.

Mais do que indicado para quem tem dificuldade de se expressar, medo de fazer tarefas onde se tem pouca habilidade (desenhar, por exemplo), medo de escrever e externar sentimentos. No final, com certeza você vai se surpreender com o quanto é capaz de criar (fala do próprio Adam).

Uma coisa muito legal que aconteceu comigo por causa do livro: quando comecei as tarefas, publiquei lá no Instagram uma foto do livro e marquei #1página. Aí o próprio Adam J. Kurtz CURTIU MINHA FOTO. Quase cai de costas quando vi, fiquei d-e-s-m-a-i-a-d-a haha.

Termine este Livro

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Mais um da Keri Smith, acho que é o mais sério dos três livros aqui citados. Logo no começo já tem a instrução para não pular páginas e entregar o livro para outra pessoa caso você não seja capaz de conclui-lo. Termine este Livro é praticamente um treinamento para ser um detetive, a escritora começa uma história e você vai receber todas as instruções para descobrir o desfecho dela.

Este livro trabalha muito a percepção e concentração, além de que, no final você vira praticamente um espião.

PS: essa é a primeira vez que uso fotos tiradas por mim para ilustrar um post aqui no blog, então me desculpem a falta de prática. :)

Livro: Se eu ficar

Se Eu Ficar - Gayle Forman

Eu sei que existem centenas de resenhas do livro “Se eu ficar” da Gayle Forman por aí, mas eu tinha mesmo que compartilhar com o mundo minha experiência com ele. Na verdade eu não tinha nenhuma expectativa quanto a história do livro, simplesmente porque eu não sabia nada sobre ele. Aí que eu estava na Bienal do Livro, vi e me apaixonei pela capa. Comprei, li e me apaixonei pela história.

Mia é uma garota de 17 anos, violoncelista e está prestes a entrar para Julliard devido ao seu talento para música. Ela já vem de uma família de músicos, só que seus pais são punks e ela prefere música clássica, ela é tipo a “ovelha negra da família”. Porém nada disso impede que ela tenha um bom relacionamento com seus pais e irmão.

Mia namora Adam, o vocalista de uma banda de rock, eles se conheceram nas aulas de música no Ensino Médio e ela fica um tempo sem entender o porquê de Adam escolher ela, já que os dois são bem diferentes.

Tudo parece muito bem, até que em um dia de neve Mia e sua família decidem fazer um passeio de carro, no caminho acontece um acidente, os carro deles bate em um caminhão, ao acordar logo após, Mia encontra seu próprio corpo nos destroços que sobrou do carro, ela se vê sendo levada ao hospital e vê os esforços dos médicos para salvar sua vida, porém ela não sente nada.

Ao ouvir uma conversa entre uma enfermeira e seus avós, Mia descobre que é ela quem decide se ela vai ficar ou não.

– Vocês podem achar que são os médicos ou as enfermeiras ou todos estes equipamentos que controlam o show – diz ela, gesticulando na direção dos aparelhos. – Nã-não. É ela quem controla o show. Talvez ela só esteja esperando a hora certa. (página 70)

Foi nesse momento que Mia descobriu que ela que tem o controle de tudo, a decisão de ficar ou partir é exclusiva dela. Neste momento o livro vai contando sobre algumas histórias da vida dela que se encaixam com os momentos que ela está no hospital. Ela lembra como conheceu Kim, sua melhor amiga; como conheceu Adam e lembra-se do dia do nascimento do seu irmão, entre outras coisas.

Paralelo a isso, Adam e Kim estão desesperados para ver Mia e fazem de tudo para conseguir entrar na UTI, enquanto ela fica na angustia de encontrar Adam. Além disso, ela tem que fazer a escolha mais importante da sua vida.

“Se ela eu ficar” foi devidamente devorado por mim em dois dias, fazia tempo que eu não me sentia tão presa a um livro como este. Tentei me colocar no lugar da Mia tantas vezes que quase enlouqueci haha. Superou todas as minhas expectativas, mesmo eu não conhecendo a história antes, deduzi que era bom já que várias pessoas falaram dele. Gostei tanto que recomendei a leitura para todo mundo que eu conheço.

O livro tem continuação, se chama “Pra onde ela foi” e será lançado dia 6 de outubro e no dia 4 de setembro é a estreia da história nos cinemas, tendo a Chloë Grace Moretz, aquela linda, no papel de Mia.

“Se eu ficar” é uma publicação do Grupo Editorial Novo Conceito e tem 224 páginas.

“Às vezes você faz escolhas na sua vida, e às vezes as escolhas fazem você. Essa é a beleza das coisas.” 

Trailer do filme <3

Crônica: O que a vida oferece (Feliz por nada)

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Sexta-feira (22) começa a Bienal do Livro de SP e para comemorar tal fato vou dar inicio a um Esquenta Bienal, postando todos os dias a resenha de um livro que li.

Pra começar, a resenha de hoje é na verdade uma das crônicas do livro “Feliz por nada” da Martha Medeiro, que é aquele tipo de livro que você tem que ler bem devagarinho. Ao invés de fazer uma resenha do livro todo, decidi postar as histórias que mais gostei.

Não tenho um resumo muito bom da crônica de hoje, apenas tive vontade de sair por aí para ver a vida acontecer.

“Conversando outro dia com um senhor saudosista, ele me contou que, quando sua filha tinha uns dez anos de idade, ele costumava pegá-la pela mão e propunha: “vamos dar uma volta na rua para ver o que a vida oferece”.

Tanta gente aí esperando ansiosamente para ver o que a vida oferece, só não sai de casa, e quando sai, não tem o olhar curioso nem o espirito aberto para receber o que ela traz.

Infelizmente, já não caminhamos pela rua, a não ser num ritmo acelerado, com trajeto definido e com o intuito de queimar calorias. Marchamos rumo a um melhor condicionamento físico, o que é um belo habito, mas, flanar, não flanamos mais. Não passeamos. As ruas estão esburacadas, há muitas ladeiras, o trânsito é barulhento e selvagem, compreende-se. Mesmo assim, a despeito de todos os inconvenientes, é preciso dar uma chance à vida, colocando-nos a disposição para que ela nos surpreenda.

Ao sair sem pressa, paramos numa banca de revistas e descobrimos uma nova publicação. Dizemos bom dia para o jornaleiro e ele, gentil, nos troca uma nota de valor alto. Na calçada, encontramos um velho amigo. Ou um artista famoso. Ou alguém que sempre nos prejudicou e hoje está mais prejudicado que nós, bem feito.

Na rua, pegamos sol. Paramos para tomar um suco de maracujá com maçã. Flertamos. Um novo amor pode surgir de uma caminhada tranquila numa rua qualquer. E uma nova proposta de trabalho pode surgir de um esbarrão num ex-colega: estava mesmo pensando em te procurar, cara! Se continuasse apenas pensando, nada aconteceria.

Na rua, o jeito de se vestir de uma moça inspira a gente a resgatar uma jaqueta que não usávamos mais. Bate de novo a vontade de ter um cachorro. Descobrimos que é hora de marcar um exame minucioso no joelho direito, por que ele incomoda tanto?

Encontramos umas amigas no bistrô e paramos um instantinho para conversar, e então ficamos sabendo de uma exposição que não se pode perder. Passamos por uma livraria e damos mais uma namoradinha num livro que nos seduz. Ajudamos uma senhora que está saindo com varias sacolas de um supermercado, não custa dar uma mão. Aceitamos um folheto entregue por um garoto na esquina, anunciando uma nova cartomante que promete trazer de volta seu amor de volta em três dias. Você joga o folheto no lixo, e não no meio fio. Você compra flores para sua casa. Você observa a fachada antiga de um prédio e resolve voltar ali com uma maquina fotográfica. Você entra numa igreja, não fazia isso há anos. Reencontra um ex-namorado que passa de carro e lhe oferece uma carona. Você nem tinha percebido como havia caminhado e como estava longe de casa. Aceita a carona. Um novo amor não surgiu, mas seu antigo amor foi resgatado em menos de três dias, nem precisou de cartomante.

Pode nada disso acontecer, obvio. Mas sem dar uma chance à vida é que não acontece mesmo.”

Livro: O Teorema de Katherine

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Sabe o que eu mais gosto nos livros do John Green? Seus personagens sempre são nerds e no livro O Teorema de Katherine ele consegue fazer um personagem com essa característica ter DEZENOVE namoradas. É muito amor <3

Nosso querido João Verde dispensa qualquer apresentação e já sabemos do seu estilo de escrita, então vamos direto à história do livro: nosso personagem da vez é Colin Singleton, um ex-prodígio (na visão dele), viciado em anagramas e com uma característica bem marcante: ele só namora Katherines. E leva um pé na bunda de todas elas, o ultimo, porém, o mais traumático, além de ter sido bem no dia da sua formatura do Ensino Médio.

Após mais um pé ele decide cair na estrada na companhia do Rabecão de Satã (também quero um nome desse pro meu futuro carro haha) e do seu melhor amigo, Hassan. Andando sem rumo eles acabaram por parar em Gutshot, uma cidadezinha do Tennessee onde eles conhecem Lindsey Lee Wells que “possuía o tipo de sorriso largo e matreiro que não lhe deixa opção senão acreditar – só dava vontade de fazê-la feliz para poder continuar vendo aquele sorriso”. Lindsey era filha da dona de uma fábrica têxtil em Gutshot, atendente de um minimercado, também de sua mãe, guia turístico e paramédica em fase de treinamento.

Depois de cair a bater a cabeça, Colin tem seu momento “eureca” e descobre que ele pode representar matematicamente seu termino com a K-19, com esse gráfico ele almeja finalmente passar de um garoto prodígio para um gênio, conquistar prêmios e reconquistar sua última Katherine.

Colin e Hassan começam a trabalhar para mãe de Lindsey, Hollis, ouvindo e gravando as histórias dos moradores de Gutshot e, até se hospedam na casa delas, a “Mansão Cor de Rosa”. Nesse meio tempo, Colin tem que desenvolver seu Teorema e ele descobre que é mais difícil do que parecia, imagina só desenvolver um gráfico de relação terminante x terminado de DEZENOVE namoradas.

Apensar de ser bem inteligente e craque com a linguística, Colin não consegue contar histórias e leva quase todas as expressões ao pé da letra, como quando Hassen disse que seu pai era “rico feito um porco”, como porcos podem ser ricos? Depois de sua sabatina com Hassen ouvindo a população de Gutshot, ele finalmente consegue contar sua primeira história.

 “Eu serei esquecido, mas as histórias ficarão. Então, nós todos somos importantes – talvez menos do que muitos, mas sempre mais do que nada.”

O Teorema de Khaterine é um livro leve de se ler, apesar de toda matemática presente no decorrer da história. Os temas: nossa reação ao terminarmos um relacionamento, nossa necessidade de termos um momento eureca e de sermos eternamente lembrados por grandes feitos são tratados de maneira bem cômica e realista, no famoso estilo John Green de ser.

Além disso, o livro tem o elemento que mais gosto em romances: o desenvolver de uma amizade, adoro essas relações que nascem do nada haha, não é atoa que Colin, Lindsey e Hassen viraram meu tri0 favorito <3

No final do livro o autor adicionou um apêndice com o Teorema, sério gente o teorema existe de verdade e foi desenvolvido por um matemático amigo de Green, vale a pena conferir. E o livro é recheado de notas de rodapé, recomendo a leitura de todos, além de explicar coisar da história, trás algumas curiosidades, tipo quantos copos de água a gente deve tomar por dia, além do bom humor em cada uma delas.

O Teorema de Khaterine é uma publicação da Editora Intrínseca e tem 302 páginas.