Das coisas que eu já não sinto mais

Não é que eu deixei de achar que as segundas-feiras foram feitas para você, ou que você não tem mais cara de banho tomado, ou que eu deixei de me impressionar com seu cabelo bem cortado e sua barba bem feita. É que você é só mais um cara com jeito de descansado na segunda, você é só mais um cara bem arrumado, você é só mais um cara, dentre tantos outros caras, com cabelo cortado e barba bem feita.

Não que você não seja uma pessoa incrível, é que eu já não acho mais que você seja incrível. Não que você não tenha mais essa postura de cara bem educado, mas é que eu me lembro mais das suas grosserias. Claro que você deve continuar sendo aquele cara bom de papo, mas é que você só me ignorava. Talvez você até seja inteligente como eu pensava, mas é que só não parece mesmo. Não que eu não continue achando seu sorriso lindo, mas é que há tanto sorrisos lindos por aí, que as vezes eu até me esqueço do seu. Eu até posso continuar te defendendo hora ou outra, mas é só pelo habito mesmo.

Não que eu não te observe mais, mas é que eu nem lembro mais de te observar. Não que você tenha perdido todas as qualidade que eu achei que você tivesse, mas me pergunto, você tinha alguma delas? Não que você deixou de ser importante, mas algum dia eu já fui? Não que você seja mais um, mas é que você se tornou só mais um.

Bloco de notas #3

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Vocês já repararam que de repente todo mundo virou o adulto, maduro que não faz nada que sua adultice não permita. Ou seja, os caras não tem como jogar Pokémon GO e ficam aí reclamando nas redes que o jogo é coisa de criança e blá, blá, blá. Só tenho uma coisa pra dizer: VAMOS PEGAR MUITOS POKÉMONS SIM e não estamos nem aí pra sua ranhetice. Mas, agora falando sério, os motivos desse povo de reclamar desse divertido jogo são bem interessantes. Vamos lista-las: um, vá caçar empregos ao invés desses bichinhos; dois, você vai ser roubado; três, isso é coisa de criança; quatro, vão ficar igual bestas andando pela rua com o celular na mão; cinco, vá fazer algo mais útil. Amigo, nem todo mundo é desempregado, a gente pode ser roubado a qualquer momento, nostalgia é legal as vezes, relembrar é viver sabe. Falando em viver, o pessoal tá saindo de casa e interagindo com os outros e isso é muito legal, aí o cara estuda, trabalha e no seu tempo livre só quer dar uma relaxadinha, pegar uns pokémons por aí, essas coisas. Resumindo tudo em uma frase que acabei de ler: não “vandalize” a tecnologia, aprenda a usá-la.

Alias, vocês estão pegando muitos Pokémons? Joguinho legal esse né. Haha

Mudando de assunto, eu tinha uma preguiça danada de ter que criar mais uma conta em mais uma rede social, então nem liguei pro Snapchat quando todo mundo aderiu, aí o Instagram liberou uns de iguais ao do Snap e eu fiquei é bem feliz, agora vou saber o que tá acontecendo no mundo sem ter que ouvir/ler “expliquei tudinho lá no Snap”. E pelo visto o pessoal gostou, segundo a meu feed.

Resumindo esse texto todo, a gente volta na frase “não ‘vandalize’ a tecnologia, aprenda a usá-la”. 

Alias, meu Instagram é esse daqui tá haha E aproveitando, se você gosta de cinema acesse o site Popcorn Garage e veja quantos filmes você consegue achar.

Beijos de luz.

Até a próxima.

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Em busca da felicidade

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Faz muito, muito tempo que eu vejo que esse blog não reflete exatamente o que eu penso ou o que eu vivo. A verdade é que eu sempre tento ser positiva a maior parte do tempo, tento não me importar com coisas banais e nem perder a paciência com coisas que não acrescentam. Nem sempre dá certo, mas acho que anda funcionando muito bem pra mim, pelo menos a maior parte do tempo.

Aí chega na hora de abrir o editor e escrever algo para o blog, todas as coisas negativas que eu não externo durante o dia acabam parando aqui. Vi meus últimos textos e todos tinham um que de reclamação, uma lamentação, algo que não deu certo e, definitivamente, essas coisas nos textos não sou eu. Meus textos são aquele 1% da Bia negativa que existe.

Quando eu pensei em deixar esse blog o mais pessoal possível era exatamente para eu poder escrever sobre as coisas que gosto com toda a licença poética que existe, mas acabou sendo só um lugar que venho vez ou outra para reclamar.

Conversando com um amigo sobre isso, sobre minha falta de ideias legais ele me disse: “escreva sobre as coisas que te fazem feliz”. Pronto, aquela luzinha acendeu e, mesmo pensando nisso o tempo todo eu precisava ouvir essa frase -ou no caso ler- para me dar conta de que a solução para deixar meu blog com a “minha cara de 99% do dia” era mais simples do que eu imaginava.

Por que escrever sobre amores que não dão certo, as escolhas erradas feitas nesses anos todos, a roupa que não serviu, a chuva que caiu no final do dia se é muito mais inspirador falar sobre o curso que deu certo, o filme legal que deixou meu coração quentinho…

Eu sei que é muito mais fácil externar as coisas quando se está bravo, porque muitas vezes não há palavras para a felicidade, não há frase que descreva com exatidão um momento feliz. Mas, vamos tentar né rs.

E para fechar esse primeiro texto de uma série deles que falam sobre felicidade, fica aqui uma música que deixa o menino Marcelo, dono da frase inspiradora, feliz.

Pequeno desabafo #2

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Sabe, a verdade é que já faz tempo que tô a fim de escrever aquele textão desabafo, mas essa vida de adulta e cheia de responsabilidades não me deixa.

Tempo para escrever a gente não tem, mas pra ver os blogs das miga tudo temos sim, e foi em dois blogs especifico que li exatamente sobre aquilo que eu estou sentindo/vivendo/pensando. E já que eu não estou mais a fim mesmo de escrever sobre essas coisas, deixo aqui o link com os dois textinhos porque sei que tem uma multidão de gente que precisa ler isso, tipo um desabafo nosso escrito por outra pessoa.

O primeiro texto é sobre aquela linha que divide as pessoas “certinhas” das “curtidores”, devo dizer que eu sou a certinha haha. No Love is Enough.

Já o segundo texto é sobre primeiros encontros e todo aquele desgaste emocional que isso gera. No My Other Bag is Chanel.

Boa leitura :)

Um sorriso (ou dois)

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Sabe aqueles dias em que a gente está meio bleh, meio pra baixo, meio desanimada da vida? Dias em que tudo vira tragédia, que temos a sensação de que os sentimentos ruins só pertencem a nós e o resto do mundo está em festa.

Nesses dias que a gente fica procurando consolo em qualquer frase pronta que lemos por aí, em qualquer sorriso ou palavra. Foi exatamente num desses dias, rolando minha timeline do facebook, que me deparei com esse texto do Frederico Elboni do Entenda os Homens (o cara que conhece a gente melhor do que ninguém).

O melhor de ler o texto não foi a semelhança com a vida real, mas foi saber que pessoas reais sentem o mesmo e passam pelos mesmos dias ruins, procuram consolo nas mesmas coisas ou nos mesmos textos, que antes de dormir tem uma conversa sincera com os Céus, o universo, o teto, o que quer que seja que faça aliviar esse pesinho a mais que a vida insiste em por nos nossos ombros.

Às vezes a gente só quer que o dia acabe. E conta baixinho para os céus, ou para o teto do nosso quarto, que, por favor, o amanhecer cure os problemas que aqui rodopiam. Sem saber o porquê de tantas derrotas seguidas, a gente continua a lutar, doa o coração sem pudor, trabalha como se precisasse tirar o pai da forca, brilha os olhos com a alegria dos outros, e, mesmo estando sempre a sorrir, observa como ultimamente a vida está nos poupando seus momentos de alegria.

É crise na economia. É crise no coração. É crise na esperança do que há por vir. Parece que nadar contra a maré virou uma constante. No fundo a gente sabe que não pode desistir dos sonhos, dos estudos, dos amores, das conquistas, das esperanças que nos tiram todo dia. Mas dá tanta vontade. Dói tanto. O ânimo virou luxo. Parece impossível vencer os desafetos. Esperar me parece a melhor opção. Na obviedade da palavra, esperar não é necessariamente manter-se na inércia, mas ser paciente para saber que a sua falta de inércia, um dia, lhe trará resultados.

Assim, como se essa conversa ainda fosse com o meu ventilador de teto, espero que as coisas melhorem. E que a próxima surpresa que vier seja para me fazer não dormir de tanta alegria.

Devo admitir que depois de ler esse texto tive mais sorrisos durante a semana.

O livro que nunca será um livro

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Já fazia uma semana que Tomás havia sumido e, nesses últimos dias desejei que São Paulo não tivesse tantos parques, praças, lugares undergrounds e todos esses cantos que ele adorava se esconder. No começo eu sabia que ele só queria um tempo para por a cabeça no lugar, ele é desses que entra e sai de órbita em questão de segundos. Sua natureza precisava desse tempo.

Já era cinco da tarde quando Samanta e eu sentamos no banco de uma estação de metrô, o horário de pico estava chegando e decidimos esperar passar toda a muvuca, seria de mais ter que aguentar tudo isso depois de andar pela cidade toda. Decidimos rever nossa lista de lugares possíveis que Tomás poderia estar.

Fiquei pensando, se eu fosse fugir para algum canto, seria muito fácil me achar, provavelmente eu estaria na minha antiga cidade ou algo assim, nada muito longe ou complicado ou cheia de metáforas e todas essas coisas que eu não entendo muito bem.

Todos os principais lugares nós já checamos, os cantos mais afastados também, ele sempre morou em São Paulo e não tinha parentes muito distante com quem conversava, então seria pouco provável ele ir para outra cidade. Eu já estava cansada de tudo aquilo e com certeza Samanta também estava, não tinha nem um outro lugar para ir, pelo menos não que a gente saiba.

Ficamos quase três horas lá sentadas, olhando para as pessoas que passavam, para os trens que iam e voltavam e para os trilhos. Lembrei-me de um dia que estava com Tomás e Samanta numa linha férrea abandonada, ele se equilibrava nos trilhos e contava para gente o quanto ele gostava da metáfora que era tudo aquilo. Era uma das frases favoritas da mãe dele:

– Vê se anda na linha Tomás, não quero ter que brigar com você por coisa boba – dizia dona Carmem toda vez que ele voltava muito tarde para casa ou algo do tipo.

Mas, para ele andar na linha era algo a mais, era como se aventurar, nunca se sabe quando um trem vai passar ou para onde aqueles trilhos iam dar.

– Tomás, elas vão dar exatamente em alguma cidade ou em algum bairro, em alguma estação e de lá as pessoas vão para suas casas e tal – dizia eu, toda vez que ele vinha com essa.

– Alice, Alice, você não entenderia nem se eu esfregasse na sua cara – dizia ele com aquele sorrisinho debochado – Você não pode pensar assim, às vezes você tem que pensar que os caminhos nem sempre te levam a lugares tão seguros. E se esses trilhos levarem a gente pra um lugar abandonado ou algo do tipo?

– Acho que a gente devia ir ver, só pra deixar a Alice com medinho – gritou Sam já bem a frente de nós.

Os dois começaram a correr e eu, claro tive que correr atrás, era isso ou ficar naquele lugar sozinha, no meio do nada e no escuro. Acabou que chegamos numa estação abandonada bem como ele queria. Vagamos um pouco por lá, chamamos um taxi e fomos embora. Nenhum dos dois disse uma palavra, mas, naquele instante, tanto eu quanto eles sabíamos que, finalmente, eu comecei a entender um pouquinho todas aquelas metáforas que ele tanto falava.

Já eram oito horas quando decidimos ir embora, estávamos cansadas e amanhã tínhamos que ir para faculdade, as provas finais estavam chegando que não dava mais para faltar.

 

Texto de um parte de um livro que eu pensei em escrever mas nunca terminei. ps.: o Tomás morre.

A conversa de três minutos

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Eu poderia contar quantas vezes suspirei -pesadamente- antes de escrever esse texto. Tem dias que nem a menor partícula do universo consegue conspirar a nosso favor, foi aí que eu me lembrei daquela conversa de três minutos. Abri o rascunho e li o original desse texto, nada condizia com o meu momento atual, aí lembrei da nossa conversa novamente e decidi que a melhor forma de fazer esse texto acontecer era te agradecer.

Pois é, foram três minutos que salvaram a minha vida, de certa forma. Várias vezes, se você quer saber. Até perdi a conta de quantas vezes esse ano eu me senti desanimada de fazer as coisas que gosto, acabamos de chegar em maio e eu já pensei em desistir umas dez vezes. Mas aí me lembro da nossa conversa. Poxa, eu nunca esperava ouvir que eu inspirava as pessoas, na verdade continuo não acreditando nisso, mas, se você que está de fora disse, acho que vou começar a acreditar.

Antes eu achava bobagem, mas agora acredito na força incrível das palavras. Seja para falar que você inspira as outras pessoas e que você deveria continuar fazendo isso e não desanimar, ou ao ouvir um “oi, muito trabalho?” daquela cara que você acha bonito e não tem coragem de puxar papo. Pois é, as palavras tem poder.

Por isso decidir agradecer à você, Sander, pela nossa conversa de três minutos que nem sei se você se lembra mais. Eu me lembro, toda vez que eu desanimo ouço você falando “como a pessoa que inspira as outras pode desanimar?”. A gente se fala pouco e se vê menos ainda, mas mesmo assim você me disse essas palavras com a força de um velho amigo. E também não sei se você vai ler isso neste momento, mas se ler, quero que saiba que eu não te agradeci pessoalmente por que achei que deixar isso registrado na forma de um texto (como sei me expressar melhor) seria muito mais notório e achei que você ia gostar mais haha.

Torço para ter mais conversas rápidas como essa, infinitamente mais útil que longos sermões encorajadores. E torço, também, para que o “cara bonito” não leia esse texto.

O dia em que eu fui legal

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Tudo começou quando eu decidir ver, pela segunda vez, o filme “O Fabuloso Destino de Amélie Poulain”. Quem já viu sabe que é daqueles filmes que meche com a gente, que no final da vontade de ser Amélie pra sempre. Pois bem, sexta-feira me lembrei desse filme e decidi seguir os passos da francesa: mandei uma mensagem pra minha mãe e pedi para comprar um pacote de bombom que segunda-feira eu ia dividir com meus colegas de trabalho. Na segunda cheguei sorrateiramente na sala e coloquei um bombom em cada mesa e sai com um sorriso de orelha a orelha.

Na minha cabecinha o pessoal ia ver o bombom, ia descobrir quem foi, agradecer e comer. Ponto. Pois não, não foi assim. Nesse dia descobri o que eu acho que todo mundo já sabia menos eu: as pessoas tem que ter um bom motivo para serem legais, para fazer coisas legais. Você não pode simplesmente chegar e sair distribuindo doces por aí se o seu final de semana não foi, no mínimo, excelente, ou se você não ganhou na loteria ou se você não encontrou um novo amor. Não dá pra ser só legal, tem que ter um motivo pra isso.

Eu não me lembro bem qual explicação eu usei pra justificar minha atitude, acho que para cada pessoa eu falei uma coisa diferente. Parecia besta de mais falar “por que eu quis, oras” ou contar que foi por causa de um filme, e olha que esses eram os motivos reais.

Nessa, eu fiquei a tarde toda pensando: 1) qual é o problema das pessoas? 2) porque um motivo simples não é plausível o suficiente? 3) eu também gostaria de ter ganhado um bombom de alguém ~chora~

A verdade é, eu sempre achei que a felicidade fosse um estado de espirito: sempre se está feliz, nem sempre contente e saltitante, mas feliz e que se você não está feliz o tempo todo então, você está triste (dãã) e estar triste o tempo todo é um grande problema, não é normal. Então, se é normal estar feliz por que, raios, eu tenho que justificar uma atitude feliz?

Na segunda eu acordei atrasada, meu cabelo estava num bad day, eu não estava vestindo minhas roupas favoritas, não ganhei na loteria e meu final de semana foi normal, mas nada disso me fez menos feliz. Eu não estava saltitante, efusiva, contentona nem nada, só seguindo o curso natural (pelo menos pra mim) da vida.

Foi nessa segunda hostil que eu descobri o porquê de ter tanta gente chata no mundo: às vezes é muito cansativo ser legal.

Minha lição pra vida toda: nunca deixe as pessoas saberem que é você a pessoa que sai distribuindo chocolate por aí :)

Imagem: Tumblr

Um pequeno texto

Se você me perguntasse o que eu queria da vida há uns cinco anos atrás, com certeza, eu responderia que meu plano era estudar Engenharia na USP (?) e morar numa republica com um amigo. Plano mais que perfeito né, só que não. Meses depois mudei de ideia e optei por publicidade, mas a ideia de estudar numa boa faculdade continuava. Mais alguns meses e decidimos prestar o Vestibulinho da Etec. Eu informática e ele Segurança do Trabalho.

Não cursamos engenharia, não estudamos na USP, não moramos numa republica, não fizemos nada que estava no plano. Na verdade, nossas vidas tomaram rumos bem diferentes do que imaginamos há quatro, cinco anos atrás.

Dia desses, esse meu amigo disse que havia sonhado comigo, que estávamos no Canadá fazendo um intercambio. Não pude deixar de rir e lembrar  daqueles planos do ensino médio. Tão jovens e com tantos sonhos, como é incrível (e terrível) que nossos sonhos vão diminuindo com o passar dos anos ou que a gente vai se contentando com pouco.

Esse texto estava nos meus rascunhos há uns meses esperando um desfecho, me deparei com ele num momento mais que propicio, ainda me questiono o que vou fazer da vida, ainda me questiono se vale a pena cair de cara em uma coisa que eu não tenho a menor ideia se dará certo. Gente, acho que estou sofrendo a crise dos vinte e poucos haha! Meu consolo é saber que não estou sozinha neste barco.

Me diz, por que é tão difícil tomar decisões em relação ao futuro? Por que a gente tem que seguir o esquema escola, depois faculdade, depois trabalho, depois casar, ter filhos, atingir o sucesso profissional e por aí vai? E se eu quiser fazer faculdade depois de anos? E se eu quiser ter sucesso profissional antes de casar? E se eu quiser ter cinco filhos ao invés de um só? E se eu não quiser ter uma rotina no trabalho? E se eu quiser trabalhar muito e sem horário, simplesmente por que minha criatividade não aparece em horário administrativo? Por que é tão difícil a gente se desapegar da nossa rotina?

E mais uma vez esse texto ficou parado nos meus rascunhos por uns dias e eu tomei a brilhante decisão de publica-lo assim mesmo, sem final, com todas as perguntas em aberto, primeiro por que eu gostei bastante do começo e segundo, eu vou ter que esperar pra ver todas essas resposta, então é melhor postar desse jeito mesmo.

Decepcionado com o final? Clara evidencia que nem sempre as coisas são da forma que pensamos ou planejamos.

excesso de gifs por motivos de: amo gifs <3

Metade desse lugar foi embora

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A verdade é que eu nunca gostei de despedidas, nem aquele tchau no portão, não sei se espero o carro virar a esquina ou se entro para dentro de casa logo. Nem pessoalmente, nem pelo telefone, falo tchau umas quinhentas vezes antes de desligar. Acho que tenho bloqueio para essas coisas. Mas, essas situações nem são tão assim, logo no outro dia você vê a pessoa, ou o mais tardar daqui uns meses.

Acontece que, dia desses, tive que lidar com essa coisa toda do modo mais hard possível, uma pessoa bem próxima mudou de estado, lá pro nordeste. O que nos coloca a mais de 2000 km de distância, 3 incansáveis horas de avião (se nada der errado né) e por aí vai. Mas, o mais difícil não são todos esses empecilhos, até por que, nada que uma promoção de passagens aéreas e um final de semana não ajudem a matar a saudade. O difícil mesmo foi dizer tchau. Não era mais aquele tchau no portão de casa, um beijo no rosto e até logo. Era um tchau (com gostinho de adeus) no portão de embarque, com pessoas totalmente estranhas ao seu redor em meios ao caos do aeroporto. Parece que faz tanto tempo e ao mesmo tempo parece que foi hoje de manhã, só me lembro do abraço apertado (aquele que a gente não sabe quem vai soltar primeiro), das lágrimas, do vazio, de descer as escadas rolantes e olha-lo de relance, aqueles olhos marejados. Despedidas não deveriam existir.